Em fevereiro li pela primeira vez a história em quadrinhos “300 de Esperta” de Frank Miller. Trata-se de uma graphic novel, livro ilustrado de alto padrão de qualidade.
Encantei-me de imediato. Além da poderosa história, que conta de forma ficcional e cheia de licenças poéticas a batalha das Termópilas entre Espartanos e Persas, o trabalho de ilustração é um caso a parte.
Com traços de Frank Miller e colorização extraordinária de sua esposa, Lynn Varley, o livro é editado
E foi exatamente esse primor visual que o diretor e roteirista Zack Snyder quis apresentar em sua versão extremamente fiel que chegou às telas dos cinemas recentemente.
Utilizando técnica semelhante à de Capitão Sky e o Mundo do Amanhã e Sin City, Snyder mergulha os espectadores dentro das páginas de 300 com força e intensidade.
As cenas de batalha são absurdamente bem coreografadas e muito, mas muito violentas. Não deixando nunca de serem plasticamente belas.
O filme inicia seus eventos no auge da campanha de Xerxes, Deus-rei persa, que pretende dominar toda região da Grécia. Diversas nações já cederam ao seu poder. Leônidas, rei de Esparta, não se rende e contrariando as orientações de seus sacerdotes corruptos, parte com apenas 300 soldados para enfrentar o exercito de milhares de persas. Esta se tornou uma manobra suicida, mas de fundamental importância para a retomada das terras gregas nos anos 4
A verdade é que Miller tomou tantas liberdades em relação aos fatos reais que os eventos, como apresentados, são os que menos importam nesta saga. A abordagem dos personagens e as seqüências de ação são o chamariz de 300.
Lindamente fotografado, com atuações fortes e propositalmente exageradas e um Rodrigo Santoro se divertindo um bocado na pele do andrógeno Xerxes, 300 é uma grande adaptação da fantástica obra de Frank Miller.
Abraços a todos... e ótimos filmes!
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