Após uma longa paralisação de quarenta e tantos dias, PAPO DE CINEMA volta com novidades.
Esta minha ausência se deu por um acúmulo de eventos que permearam minha vida desde o final de 2005, envolvendo questões pessoais e profissionais e que de uma forma ou de outra, mudaram o meu destino.
Mas como Cinema é uma paixão eterna, cá estou estreando os artigos deste novo ano em “parceria” com um de meus diretores prediletos: WONG KAR WAI.
Em 14 de Janeiro assisti ao filme 2046, escrito, produzido e dirigido pelo cineasta chinês citado acima.
Mais uma vez ele desenvolve um trabalho impecável. Visualmente arrebatador e muito bem planejado.
Os enquadramentos são milimetrados, assim como toda a paleta de cores usada pelo fotógrafo Christopher Doyle.
Conta a história de um escritor, que após ter tido uma desilusão amorosa absurdamente dolorosa, se entrega aos devaneios da vida, vivendo como nômade entre hotéis e se relacionando com prostitutas, enquanto entrega textos de qualidade duvidosa ao jornal local. Até que começa a escrever um romance chamado 2047, que pode lhe dar novo rumo na vida.
Para os afortunados que assistiram AMOR À FLOR DA PELE, 2046 toma uma dimensão ainda mais ampla e saborosa.
Além do protagonista em comum, muitas das justificativas por seus atos e decisões do presente, se fazem pelo que passou no filme anterior de Kar Wai. E encontrar estas referências é um exercício dos mais prazerosos.
Impossível não discutir com os amigos o que foi apresentado na tela; são tantos os assuntos abordados pelo roteiro que a experiência durará muito mais do que as 2 horas de projeção!
Abraços a todos... e ótimos filmes.

cenas de 2046, de Wong Kar Wai

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