A MATURIDADE DE HARRY POTTER

 

Definitivamente Harry Potter virou Cinema.

 

Lembro-me bem de fazer diversas críticas ao roteiro de Steven Kloves quando assisti aos dois primeiros episódios da saga. O roteirista insistia em colocar cada parágrafo dos livros em seu texto, deixando o filme “episódico” demais.

 

Se por um lado isto agradava aos fãs mais ardorosos, era a morte para os apreciadores do bom Cinema, que viam no filme uma narrativa truncada e nada prazerosa.

 

Claro que o diretor Chris Columbus contribuía muito para isso com sua direção automática e sem personalidade.

 

A mudança de ares iniciou-se com a segunda continuação – O Prisioneiro de Azkaban - dirigida pelo mexicano Alfonso Cuarón com muito mais talento e dinamismo.

 

E é agora com o quarto filme HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO que a série chega ao seu ponto alto, com predicados de um filme de verdade.

 

O escolhido desta vez para comandar o show foi o inglês MIKE NEWELL – que no passado fez Quatro Casamentos e Um Funeral e O Sorriso de Monalisa.

 

Com um roteiro muito bem escrito por Kloves, que amadureceu juntamente com a história e agora cria situações diferentes do livro, que funcionam muito melhor no cinema, amarrando as seqüências de forma bastante dinâmica – chegou a vez de elogiar – o diretor Newell seguiu o caminho certo na adaptação, entregando um filme maduro, coeso e intenso... sem esquecer de dizer assustador.

 

Isto mesmo, Harry Potter não é mais filme de criança. O que justifica a classificação etária do filme nos EUA: maiores de 14 anos.

 

A fotografia de Roger Pratt entrega isso durante toda a projeção, apresentando tons escuros e com contrastes de sombras, representando com perfeição a angústia dos personagens e as dificuldades que estão por vir.

 

A trilha sonora merece comentários. Está fantástica e cria a ambientação perfeita. Ponto para John Williams... pelo menos até o filme chegar ao final e eu descobrir que a composição, ao contrário dos outros filmes da série, foi feita por Patrick DoyleAssassinato em Gosford Park e Femme Fatale. Grata surpresa!!

 

Para fechar, tenho que destacar o elenco absurdamente talentoso. Foi ótimo ver o arrepiante Lord Voldemort desenvolvido pelo inglês Ralph Fiennes que se mostrou a escolha perfeita.

 

Que venha A Ordem da Fênix em 2007, com direção de David Yates.  ;)

 

 

Abraços a todos... e ótimos filmes.

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felipe MACHADO
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