FRUSTRAÇÃO

 

É isso que estou sentindo agora... frustração.

 

Estava lendo hoje o Guia da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo publicado pela Folha e não encontrei nenhum dos filmes Coreanos de Park Chan-wook.

 

Então corri para o site oficial da Mostra e fiz uma busca por diretor. Nada! Nenhum dos três filmes da Trilogia da Vingança estarão em exibição na 29ª Mostra.

 

Se vocês descerem um pouco pela página vão encontrar o artigo Coréia no Cinema e terão detalhes sobre estes filmes dirigidos por Chan-wook.

 

A ausência dessas produções me surpreendeu e me aborreceu bastante, afinal, eu tinha lido há algum tempo que elas estariam presentes na programação, o que me fez contar os dias para o início da Mostra.

 

Agora terei que ficar atento às estréias de São Paulo na esperança de que estes filmes cheguem o quanto antes à cidade.

 

Por mais bronqueado que eu esteja, educação eu sempre terei, portanto...

 

 

... abraços a todos e ótimos filmes.

Mostra

 

Estréia em 21 de Outubro de 2005 a 29ª MOSTRA DE CINEMA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO. Após passagem pelo Rio de Janeiro, é a vez dos paulistanos conhecerem as mais de 300 produções nacionais e internacionais que permearão a cidade até o início de Novembro.

 

Este verdadeiro evento tornou-se um tradicional programa cultural, encantando não somente os cinéfilos locais, mas também de outras partes do país, que viajam para cá somente para prestigiar a Mostra.

 

Nesta edição serão homenageados o cineasta português Manoel de Oliveira e também Roberto Rossellini.

 

Este sábado irei a São Paulo para conferir CAFÉ DA MANHÃ EM PLUTÃO, filme de Neil Jordan que conta a história de um jovem irlandês homossexual, filho de um relacionamento proibido entre o padre local e sua empregada. Ele é abandonado e passa a vagar pelo país passando por diversas dificuldades e auto-descobertas e acaba acusado injustamente de matar um soldado em uma boate.

 

Neste mesmo dia, assistirei o mais que antecipado CIDADE BAIXA, dirigido por Sergio Machado e estrelado por Lázaro Ramos e Wagner Moura.

 

Conta a história de dois amigos que arriscam a vida no comando de um barco atravessando produtos lícitos e ilícitos de um ponto a outro de Salvador, até que conhecem uma dançarina e prostituta. Está criado o triângulo e o início do fim.

 

A Mostra terá para todos os gostos. Acessem o site oficial, confiram a programação e divirtam-se! ;)

 

www.mostra.org

 

 

Abraços a todos... e ótimos filmes.

O JARDINEIRO FIEL

                                        Meirelles dirigindo.

 

Durante nove longos meses acompanhei as filmagens de um certo filme inglês, pago em parte com dinheiro americano e dirigido por um brasileiro.

      

Os Diários de Filmagem* escritos pelo cineasta e publicados no site “Cinema em Cena” contaram em detalhes diversas etapas da produção. Enquanto lia este material, eu tive a nítida impressão de estar fazendo parte da equipe. Foi muito interessante, pois gerou em mim uma expectativa imensa em relação ao filme.

 

Vinte e dois meses depois do início das filmagens, eis que estréia nos cinemas O JARDINEIRO FIEL, adaptação do premiado livro homônimo de John Le Carrè, dirigido por Fernando Meirelles, que viu seu Cidade de Deus lança-lo ao estrelato mundial.

 

E não se pode falar em Meirelles, sem citar seu companheiro de longa data, o diretor de fotografia César Charlone, que faz aqui um trabalho excepcional, tornando a fotografia um dos principais atrativos do filme.

 

O roteiro de Jeffrey Cane também é muito bem amarrado, deixando concisa a complexa história de Justin, que após ter sua esposa brutalmente assassinada, resolve ir atrás dos responsáveis pela sua morte, se envolvendo em uma trama sobre laboratórios farmacêuticos encoberto por agentes governamentais e testes de medicamentos de ação duvidosa em cobaias humanas em paupérrimos países africanos.

 

Somente um diretor do calibre (e nacionalidade) de Fernando Meireles para retratar este evento de forma tão sensível e contundente, não fazendo concessões em momento algum. E ainda nos apresentando seqüências cinematográficas de cair o queixo.

 

O filme é realmente muito bom e merece todo o prestígio que vem conquistando desde sua estréia.

 

No entanto, tenho algo a ressaltar. Os personagens e sua trajetória em nenhum momento me conquistaram verdadeiramente. E isto acabou por enfraquecer o resultado final e frustrando minha expectativa inicial.

 

Mas eu darei outra chance ao filme. Em breve pretendo revê-lo em melhores condições (no dia em que assisti, eu estava um pouco cansado e isto pode ter influenciado) e então poderei confirmar se minhas percepções mantêm-se constantes ou se redescobrirei este filme! J

 

 

Abraços a todos... e ótimos filmes.

 

 

 

 

 

* Se quiserem conhecer os Diários de Filmagem de Fernando Meirelles acesse: http://www.cinemaemcena.com.br/cinemacena/prem_oscar_nomes.asp?cod=20&ano=2004

CLUBE DO PROFESSOR - 15/10/2005

 

Duas salas foram lotadas com professores e seus acompanhantes para a exibição de CRASH*, filme de Paul Haggis – o roteirista de Menina de Ouro – estreando na direção.

Escrito pelo próprio Haggis em parceria com Robert Moresco, esta produção trata do preconceito racial na sociedade americana, mais especificamente em Los Angeles.

O filme tem causado furor nos EUA... mas não chega a ser tão contundente para os brasileiros que assistiram a filmes como Cronicamente Inviável e Quanto Vale ou é Por Quilo? de Sergio Viana, que trata de pobreza e preconceito de forma muito mais crua e eficiente.

De qualquer forma, Crash é sim um filme interessante. Possui uma história envolvente e uma direção bastante segura, principalmente no que se refere aos atores, que embora não sejam muito exigidos, fazem um trabalho digno – em especial Don Cheadle, sempre convincente.

A edição do filme merece destaque. Hughes Winborne, responsável pelo trabalho, torna a montagem ágil e criativa, quebrando um pouco a impressão de melodrama que tive do filme.

 

E neste ponto vale um comentário. Estava conversando com o Regis (o professor) pouco antes do início da projeção sobre filmes antigos e falamos em E o Vento Levou e do fato de ele ter sido o primeiro melodrama da história do cinema americano. Então ele me disse que esta nomenclatura refere-se a MELO – melodia e DRAMA – situações dramáticas e casuais. O melodrama, portanto, seria aquele filme em que a música dita o tom da narrativa e o acaso é responsável pelo destino das personagens.

 

Voltando para finalizar. As coincidências entre os personagens são uma constante neste filme... fazendo com que você fique pescando referências durante todo o tempo - o que por si só já é um ótimo divertimento.

Vale a pena assistir Crash. Principalmente para quem gosta do OSCAR, pois este é um grande candidato e o primeiro da safra de filmes "premiáveis" a chegar ao Brasil.

 

Abraços a todos... e ótimos filmes.

 

 

 

 

*Não confunda com CRASH - Estranhos Prazeres escrito e dirigido David Cronemberg em 1996.

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felipe MACHADO
BRASIL, Sudeste, SANTO ANDRE, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Bebidas e vinhos
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